Baby, do you understand me now
Sometimes I feel a little mad
But don't you know that no one alive
Can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
But I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
Baby, sometimes I'm so carefree
With a joy that's hard to hide
And sometimes it seems that all I have do is worry
Then you're bound to see my other side
But I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
If I seem edgy I want you to know
That I never mean to take it out on you
Life has it's problems and I get my share
And that's one thing I never meant to do
Because I love you
Oh, Oh baby don't you know I'm human
Have thoughts like any other one
Sometimes I find myself long regretting
Some foolish thing some little simple thing I've done
But I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
Yes, I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
Yes, I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
4 de fev. de 2011
17 de dez. de 2010
10 de dez. de 2010
Ao meu pai, que me ensinou sobre mergulhos; nas águas, na ciencia, na vida, na arte, no eu. Ao mar que perdoa tudo. Ao azul que liberta. Aos buracos negros e também aos seus mistérios. Aos cumes e entre eles aos negativos , que me seduzem em especial. Aos folegos roubados e ao deleite que despertam no corpo. Ao sal no corpo. Ao corpo. Ao silencio e ao realce que empresta aos olhos e coracao. Aos saltos, às quedas, aos pés no chao. Aos retornos impossiveis. Ao reecontro, ao direito, à conquista da superficie depois de viver tamanha profundida.
28 de nov. de 2010
23 de nov. de 2010
Ao ex amante, ao novo amigo, a carta velha e guardada que encontrei
Nao, I´m really sorry, mas acho que nao posso. Nao consigo, nao sei. I´m sorry, mas nao me é possivel. Ou nao estou pronta. Nao pra voce, mas pra mim, o que é muito mais grave. Nao quero. Talvez precise, mas nao sei como, nao sei por onde. Ou nao me cabe, nao me pertence. Fique com isso tudo pra voce, ou entregue a quem saiba compreender-te. Pois eu nao sei nem de mim, e com voce me tornei mais complicada a mim mesma. E já me bastavam as velhas e gastas complicacoes. Ha coisas, muito antes destas, a serem tratas e compreendidas. Sou crianca e me deixe ser.
22 de nov. de 2010
A vida que me pertence no presente momento
O suvaco peludo, o mau humor, o esmalte descascado, as meias sem par. A boemia incessante, a sindrome de Peter Pan. A negacao ao casamento, à rotina, à obediencia e à normatizacao. O nao pelo nao, a birra. O sim, pelo sim, a indiferenca. O vício pelo café, pela alcool, pela noite e outras cositas mas. A inconstancia, a descerimonia. A vadiagem, o desapego, a preguica, o sono profundo, a afetacao. A solidao, a dúvida, o questinameto. A alienacao, o esquecimento, a busca, o ingenuo mas ativo engajamento. O mes carente de fim de semana e de segunda-feira também. As dividas, as calcas curtas, o dinheiro nao poupado, o tempo gasto até o último vintém. O quarto do avesso, as diferencas acertadas, as pequenas comunidades, as áreas comuns. O eu, o outro, o nós. As disciplinas pessoais, os limites, as forcas. Os desentendimentos, os diálogos, a impermanacia, a partida e o ficar. A inseguranca, a carencia. O teto, o cobertor, o carinho, a geladeira, o calor e a banheira dividos em muitos sem quase nao faltar nada à ninguem. Os jantares sem ocasiao, a luz de vela. O sexo sem dono, o coracao ocupado. Os incontaveis passados, o único presente, o futuro impensado. As possibilidades, o anonimato. Os semi-empregos, a vida paralela, os projetos, crencas, aspiracoes e frustracoes tao sortidos quanto pessoais. O tempo livre, a fadiga, a tosse, o nariz escorrendo. As contas, a roupa de cama e banho, a louca, pecas de jogos incompletos, guardados com singela ordem num único armário de todos. As mentiras sem maldades, as verdades insensieis. A arte, o casameto político, as amizades adiplomáticas. O medo e a coragem, as paredes sem acabamento. A indiferente opcao sexual e sua maleabilidade. A experincia, o cansaco, o abatimento. A fuga, a fulgacidade, o desassosego. A vida que me pertence no presente momento.
Cheguei a Berlin vestida de planos de fachada, corregando na mala todos os meus segredos. Era 29 de fevereiro, dia quase inexistente em calendários. Entrei por ele - porta que se fechou às minhas costas - num mundo paralelo, tao meu quanto de ninguém, tao sem dono como todos. Serviu-me como que feito por medida, nem pequeno nem grande. A mágica de ter todo e apenas o tamanho que merece, espacoso o suficiente para que nao transborde às linhas alheias, estreito o bastante para que nao me afrouxe à cair.
E sumi na multidao.
Cheguei a Berlin vestida de planos de fachada, corregando na mala todos os meus segredos. Era 29 de fevereiro, dia quase inexistente em calendários. Entrei por ele - porta que se fechou às minhas costas - num mundo paralelo, tao meu quanto de ninguém, tao sem dono como todos. Serviu-me como que feito por medida, nem pequeno nem grande. A mágica de ter todo e apenas o tamanho que merece, espacoso o suficiente para que nao transborde às linhas alheias, estreito o bastante para que nao me afrouxe à cair.
E sumi na multidao.
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