8 de out. de 2010

Fofo!

Levou o premio, mereceu e ainda elogiou a literatura brasileira, falando de euclides da cunha e guimaraes rosa. So esqueceu de machado de assis...

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Mundo/4201-325727/Apos-ganhar-Nobel-escritor-elogia-literatura-brasileira.htm

7 de out. de 2010

Auto-reconhecimento

Ontem me reconstatei de mim mesma. Me revi como antes e nao gostei. Menti pra mim mesma, acreditei no amanha e tremi frente ao hoje, deixando mais uma vez para mais tarde a aula de alemao - que, pelos meus planos, deveria ter comecado na segunda-feira. Me senti pequeninha e infantil frente ao mocinho que comeco a conhecer e voltei pra casa avoada como uma menina crianca, decepcionada com a velha fraqueza de enfrentar o que vem. Chegando lá encotrei meu quarto em rotineiro caos. Nao importa quantas vezes eu o errume e o quanto arruma-lo me encomode, ele esta inevitavelmente sempre do avesso. Me deparei com uma conta astronomica de 1000 € do antigo apartamento que, mesmo depois de um ano, continua a me assombrar. It seems like you had a extremely high consuming of heizung, disse o Batti com o papel na mao. Nunca funcionou comigo o alarme geral. Eu, na minha teimosia ignorate, continuava usando o aquecedor no máximo, deixando ferver o quarto com uma arrogancia burra e suficiente para ainda, na época, dar risada do caso. Quero ver voce rir agora, Fernanda. É, ontem me reconstatei de mim mesma.

Eou sou a desordem. E isso, poeticamente, pode soar pronfundo a até se-lo. Mas é defeito e nao qualidade, atraso de vida e nao inspiracao. Eu sou a irresponsabilidade. O que, nos dias de hoje, com a epidemia geral dos politicamente corretos, pode até ser levada como contraversao. Mas sao caras de mais as consequencias que vem dela e temo profundamente nao ter pago nem a primeira parcelas das irresponsabilidades que já comprei. Eu sou egoista, preguicosa, mentirosa, edonista, beberrona, mimada, fingida, fofoqueira, interesseira, compulsiva, insensivel, arrogante, preconceituosa, superficial, desequilibrada, inconstante, mesquinha, insegura e fóbica social. E acho melhor parar por aqui antes que tenha que incluir também depressiva.

5 de out. de 2010

Saudades

Felicidade é droga poderosa, vicia quase instantaneamente. Eu sou dependente. E me pego querendo mais e mais e em doses cada vez mais cavalares. Um perigo!!!! Nao é raro, quando depois de uma noite mágica, que eu acorde ransinsa, embebida e cobrada por uma abstinencia. Acho essa minha ansiedade um tanto infantil. Minha mae certamente se irritaria dizendo que é desiquilibrio, histeria. E é, fazer o que? Em algumas dessa manhas até conseigo me recobrar, me reunir e tratar de resolver pendencias - que ficam esquecidas de lado no barato da felicidade. Em outras, no entanto, fico só mesmo, com as dores e vazios da abstinencia. E deixo até que venha, sem resistencia, para nem me atrever a falar em luta. O que pode acontecer, no entanto, é dela aparecer nessa horas de supresa, em coisas pequenas, quando estou careta. Ai é só delicadesa. Como quando abri minha caixa de e-mail e encontrei, um seguido do outro e com o mesmo título Saudades, os seguintes emails:

Ola filha, como vc vai ai no Alemanha ? Schonheit ?

Estou com muita saudade e vejo Fevereiro longe. O tempo é uma questão de ansiedade.

Bem as coisas aqui estão assim:

. sua irmã voltou a namorar o Robbie.

. eu continuo a namorar a Rita.

. a Dilma vai ganhar, não sei se no primeiro turno.

. o Serra, com diz o Zé Simão, ta que nem o Atlético Mineiro, toda vez que aparece na TV cai 03 pontos ( se vc não entendeu o Atlético Mineiro esta numa merda )

. eu tô com o saco cheio de política.

. teu irmão faz aniversário no domingo porém vamos comemorar lá em casa amanhã, da uma ligada.

. a empresa ta acertando o passo, só falta uma coisinha, eu ganhar dinheiro, mas isto é secundário, pelo menos para os meus funcionários.

Bem tem um monte de outras coisas, porém vou ter jogar tênis, e não é em ninguém não, é esporte mesmo. Depois a taça, a taça de cerveja.

Aquele beijo. pai

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Flor de Liz...minha amada ..

Hoje bateu muitas saudades de voce..Tenho coisas pra conversar e só pensei em voce.

Pensei em ligar mas sei que está muito ocupada e .....exitei...
mas saudades milnha filha.,..sinto sempre.....

Acho que são os preparativos para mudança...ou então...o estar mais calma...mais tranquila...me remetendo as lembranças...boas é claro...

Me avise quando estiver sussa pra conversamos ..afinal..agora tenho skipe....

baci mi fiore de liz...

te voglio molto bene

mamma

2 de out. de 2010

Pega Rapaz

Sabado de folga, de ressaca, preguica e frio. To tacada debaixo do edredon, fumnda um, tomando um chá. E olha só o que achei.

29 de set. de 2010

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu!

A gente acerta o passo, coloca em trilhos amenos a roda viva, se acostuma com ela. E vai levando. Ainda me assusto quando paro para olhar o mundo onde me coloquei. Contudo, passou o desconforto. Aliás, jamais me senti tao avontade - o que, por sorte, nao me impede de admirar constatemente o que mudou. A lingua já nao me fere os ouvidos, nem tao pouco me machuca como antes o frio. Já nao tomo como secas as palavras diretas, nem como distantes os apertos de mao. Já nao corro nem de punks, nem de carecas. Sei hoje que eles tem muito o que perder e que tal circunstancia desmascara suas falsas violencias. Diferenca ideologica é brisa perto de discrepancia social. Aprendi a falar baixo, a trabalhar duro, a tomar vinho tinto e respeitar as diferencas. Mudei até de cor. Ando pela cidade com desenvoltura, conheco e aplico a maioria de suas regras de comportamento, tenho bons e verdadeiros amigos, carteira assinada e um canto pra chamar de meu. Nao penso em volta. Aliás, me encomoda o fato de nem siquer pensar em outro lugar. E com tudo, nao posso chamar de raros os dias em que me sinto como quem partiu ou morreu. É uma emocao proibid, a e por ser assim me encabula. Sou uma entre milhoes de "foragidos". Desconfio que o movimento migratorio Berlinece seja de cunho existencial. Nacionalismo e construcao familiar sao levadas quase como condutas fascistas. E deixar-se seduzir ou abater por elas é fraqueza política, para nao usar a proibida palavra espiritual. Afinal de contas, nao existe Deus em Berlin. Mas de vez em quando eu peco. Sinto o Brasil tao longe, que fica remota até a saudade. Doi uma dor esquisita, uma solidao seca, uma distaaaancia. Um despertencimento. Uma morte mesmo, nao como quem partiu. Ma como quem abandonou.

26 de set. de 2010

Tenho medo! Nao me dou!

Ontem me precipitei. Acho que o texto todo falava tao profundamente de mim - como provavelmente de qualquer um - que me emocionei. Também porque a primeira frase me encostou num calo novo. E ando querendo tanto falar nele, só nao sei por onde. Esse medo recém percebido - como se já nao bastassem todos os outros. Um estranho panico de me envolver. Medo, vício meu. Esses dias perdi alguém por conta dele. Foram quatro meses de solidao a dois. Fingi tanta indiferenca que à encostei. Nao fechava a relacao por nada, nao me comprometia. Livrar o coracao de .... de pertencer a apenas um e cair com o desamor. E a qualquer meia palavra distante dele, eu, que passei meses vivendo de casos rasos e raros, saia me dando de graca para quem aparecesse. Beijos desimportantes e sem perigo também. Uma reacao avessa - aversao? - defesa insensata contra o que? Negacao, rejeicao, solidao - quanta peso traz o ao à palavras ja em si tao insustentáveis -. E nao aguentei! Tanta cerimonia, tanto banho maria, essa estática e insalubre calmária. Pois nao fui a única a amarelar. Depois de tanta bater contra as nossa diferencas, nos pegamos iguais no medo de amar. E nao pude com tao pouco, calei a minha mentira e a dele também. E no final, a dor nao pelo que se rompeu, mas pela alma "frigilizada". E me assusto, pois sou nova de mais para tamanha frieza. Se pudesse voltar no tempo, I would have putted the wall down to show him, to let him get to know me. Para talvez no final sofrer, sim! Sentir qualquer coisa, nem que seja dor. Morta-viva, assim tao menina, é um alerme à alma e ao coracao. E agora o fim que traz a queda das máscaras. Podemos finalmente sentar para cervejas sinceras, sem atos, figurinos e falas ensaiadas. Podemos, pela primeira vez, ouvir sem receio, falar sem desvios, calar sem vergonha. E lamentar a nao entrega do que certamente nao passaria dos seus quatro meses, mas poderia conter imensidao. Percebi deslumbrada a natureza dos novos movimentos no primeiro jantar apos rompimento. Enquanto eu libertei a menina, as cores, a deselegancia, ele se afastou dos holofotes da dinamica fina e instruida da forma europeia. Aspirantes de nossas próprias companhias, sentamos separados do resto para um vinho no canto, uma troca canalizada, um carinho espontaneo. Eu nao precisava mais fingir independecia, emancipacao, maturidade. Ele nao precisava mais ser o homem dos dotes, o principe loro, "o such a nice guy" tantas vezes repetido por outros. Estavamos sendo. Nus dos acessorios que colocávamos para nos assegurar. Os nossos defeitos fizeram de nos, nesses momentos seguintes, finalmente belos. Porque a beleza - nao, muito mais, o desejo - esta em se ser humano. E para tanto, ou tao pouco, é primordial ser-se e aceitar-se imperfeito.

E na desatencao da minha afobada correria, esbarrei sem querer numa nova chance. O que era uma fuga estabanada de um me fez cair com susto no colo de outro- e por ser talvez exatamente isso, ou falar verdades que eu ansiava - me pegou desprevenida, desarmada. Nao me deixou tempo de lancar meus naos. E cá estou, em pé, segurando a chance na mao. E ai... quanto medo... Essa noite sonhei com ele. E no meu inconsciente era ele quem me negava. Alguém um dia já me assegurou, com enorme enfase, do poder de duas palavras. Amor e medo. E cá estou, desvurtuando as coisas, trocando as ordens, colocando carroca na frente dos bois, boicoitando a busca pela falta de fé. Tendo medo do amor...