27 de set. de 2009

Ai de mim que delicia

Meu coracao vagabundo quer guardar o mundo em mim

25 de set. de 2009

Fico ou nao fico? Fico.

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

24 de set. de 2009

Aufrichtigkeit

De onde vem os bebes? Nada como a sutil objetividade alema para explicar, como é de costume deles, sem meias palavras. O livro didatico é distribuido nas escolas. Ímagens práticas, legendas descerimoniosas. Como li no email que recebei, a cegonha suicidou-se após a publicacao do livro. Eu adorei!

























28 de ago. de 2009

É primavera?

A dor que acompanhava o rebentar de brotos

12 de ago. de 2009

Um gole de vinho. Uma ameaca de insonia. A arte dele. Um pedaco de mim

Há noites minguantes em que temo dormir. Nestas, leio compulsivamente. Minto olhando-me nos olhos - jamais pararei. Sigo nas linhas fugindo do inevitavel, do cair no próximo momento: o silencio e a escuridao quando resolvem me encostar. Ontem foi assim. Devorei ofegante como um animal faminto e selvagem todo o Trópico de Cancer, o grito e o desabafo verborragico e tragicomico de Miller. Corri pelas páginas num gozo tépido, temendo parar e ficar sem saber o que fazer de mim. Leitura sado que veio dar na cara. Alcool derramado em feridas abertas. Eu me agarrando a ele desesperadamente. Uma dupla flagelada, mas sedenta, em pé e em frente. Um prazer mórbido ao descobrir em nova dor uma forca desconhecida, sobrevivente. Um desafio a coragem, uma afronta ao medo. Seguia pelas páginas como se fossem preludios vencidos da minha própria vida. Sem piedade, porém cheias de bom humor. A verdade nua e crua, provocante, me chamando á cama, mordiscando os lábios gordos e rubros. A seducao regurgitada de toda essa vida, esse ser e existir de um capitulo tao sórdido e tao belo. E me rendi plácida e inteira, a ele e a mim. A caminhada bebada e equilibristas da madrugada que há em todo dia. A estranha beleza das melancolias, o sliencio inquieto daquilo que sangra enquanto revela o colo fertil e vivaz. Sim. Ontem foi assim. Um embriagante deleite compulsivo nervoso nas páginas espelhadas de um louco avante, um despatriado americano, ironico e escrachado, fazendo piadas das suas insanas e divertidas misérias na Paris de 30. Sou um cliche anonimo das repeticoes do tempo. Enfada, consigo enfim dormir.

10 de ago. de 2009


" Tudo o que está no passado parece ter caido no mar; tenho lembrancas, mas as imagens perderam a nitidez, parecem mortas e desconexas como múmias corroidas pelo tempo e afundadas num pantano. Se tento lembrar minha vida em Nova York, consigo uns estilhacos assustadores e cheios de ferrugens. Dá a impressao de que a minha vida acabou em algum lugar, nao sei exatamente onde. Nao sou mais americano nem novaiorquino e menos ainda europeu ou parisiense. Nao tenho qualquer obrigacao de lealdade, responsabilidades, ódios, preocupacoes, preconceitos, qualquer paixao. Nao sou a favor nem contra. Sou neutro"
Trecho de Tropico de Cancer - Henry Miller

2 de ago. de 2009

Ebulindo

No meu corpo
sangue nao corre nao
Corre fogo e lava de vulcao