Porque conversar com a Ve é sempre um milgare...
...
Fe: ... é, temporada de ventos...
Ve: Voce ja parou pra pensar... se o vento tivesse cor?
Fe: Nossa, Ve. Nao. Obrigada
Ve: A gente poderia ver a sua danca
Fe: E talvez ele levantasse purpurina...
Ve: E que cor ele teria agora, trazendo a primavera?
Fe: Todas... mas delicadamente. Na calma e no silencio de berlin
Ve: Na calma e no silencio de Berlin... Ja tem umas florzinhas brotando em alguns parques, eu vi.
Fe: Perto da F.U comecam a nascer agora umas pequeninhas e brancas, parecem com aquela flor - como é que ela chama mesmo? -... nossa... Primavera. Elas parecem primaveras...
23 de mar. de 2009
12 de mar. de 2009
Tourando-se
Pra começar
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo
Pátrias, Famílias, Religiões
E preconceitos
Quebrou não tem mais jeito
Agora descubra de verdade
O que você ama...
Que tudo pode ser seu
Se tudo caiu
Que tudo caia
Pois tudo raia
E o mundo pode ser seu
Pra terminar.
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo...
6 de mar. de 2009
Uma brincadeira em homenagem a toda saudade ahahaha

Eh saudade que nao satura
Eh saudade saúva
Mas é santa tal saudade
Porque é santa a amizade
Eh saudade que nao sabe ser sa
Eh saudade que nao sabe ser só
Salpica de sal a saliva
Sirva, saudade
sirva na sede tal´amizade
Eh saudade, sendo assim tal como um selvagem
Salde as centenas de leguas salgadas e submarinas
Seja em si o salto do cem para o sem
Salde, saudade, na seta
Salde essa amizade
Eh saudade
sendo assim insana no sentir-se
Sê, no entanto, simples em saber-se
Salve-se em cada silaba sentida desse salmo
Salve, saudade
Salve e sê essa amizade
Eh saudade
Sendo assim um sinal de sina,
Sendo assim um sinal de sina,
Sê sempre a servical que nos segura
Um servo á nossa saúde
Saude, saudade
Saude simplesmente essa amizade
Oh saudade
Seja do só
O salto dos sais dos solos de lá
Para os raros sais dos solos de cá.
Seja, enfim, o sessar, saudade
A saída por si só
A solucao para a amizade
15 de fev. de 2009
Was machst du in Berlin?

Piktors Verwandlungen (transformacao, mutacao) von Hermann Hesse
E olhava com um sorriso ironico e cansado à amiga ao lado que tantas vezes me viu sem saber como dar essa resposta. Nao que nao soubesse. Sabia. Mas nao exatamente. E havia o medo de que as palavras mentissem por mim. Já faz um ano que faco, que sou tanto e o tempo todo. É fevereiro. É domingo. Neva lá fora. Ou serao sapos? E a resposta nasce de um amigo alemao. "Só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. A verdadeira profissao do homem é encontrar seu caminho para si mesmo". Hermann Hesse
12 de fev. de 2009
Espantos Lentos
Eu sou o que nao morre nunca. Eu renasco. Espantos lentos. Há muito mundo. Há muita vida. Falta-me ar. Há algo no peito. Há peito. Em todos os seus sentidos. Há eu como nao havia antes. Há um caminho que nao tem pressa, mas nao perde tempo. Tempo. Dono das gavetas que guardam os segredos do mundo. Solo fértil. Andei chovendo. Estou brotando. E as raizes se agarram no que há de profundo do eu. O melhor lugar é ser feliz. O melhor lugar sou eu. E eu anda. E eu quer voar. Existir é mágica sem fundo falso. Nao há truques. Há milagres. E o maior deles está em navegar pelo infinito. O corpo é a fronteira entre duas imensidoes. A vida um doce mistério.
23 de jan. de 2009
Individualizacao

Jung trilhou a individuação, pois havia a necessidade imperiosa nele de ir ao inferno e voltar para poder mostrar o caminho da volta àqueles que ficaram perdidos pelo caminho da vida. Tornou-se ele uma resposta sincera e corajosa ao nosso tempo. "Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der".
21 de jan. de 2009
Anjos em minha vida
Ve, li essa materia no blog da rachel nunes e fiquei pensando...
Pensando no quanto a natureza tem a nos ensinar e o quanto temos nos tornado ignorantes ao despercebe-la.
Foi isso que de certa forma me ensinou hermann hesse, a buscar na natureza aulas de vida. Em como ela pode ser uma fonte de inspiracao ao mesmo tempo que nos ensina com tanta poesia como a vida é bela e crua.
Como nesses programas de televisao sobre os animais e sistemas. Toda a beleza, as cores, e musica natural num ritimado silenciso, que as vezes pode ser tao alto que assusta. Nao consigo assistir um predador cacanco sua presa.
E por que? sera que na minha vida arredomada de vidro nao aprendi o essencial? Sera mesmo que nasci privilegiada, ou todo esse perigo que me é negado acaba me faltando no final? O Netuno tem razao. O ato nao está, por exemplo, em ser vegetariano. Nao estamos sendo coerentes assim. O que deveriamos era matar tudo que comemos, para assim saber que para vivermos, uma outra vida se doa. Assim nasce o respeito. E talvez ao ouvir os gritos de desespero de um animal no abatedouro, pensaremos
muitas vezes mais antes de jogar comida fora.
A teoria demasiada vem me traindo. Nunca fui academica. Tudo que realmente sei aprendi na pratica. No entanto tenho confabulado tantas ideias e quase nao as colocando em pratica. Montar uma estrategia de guerra é uma coisa, estar no campo de batalha é outra bem mais complicada. E quando estamos nele, vemos que tudo ao que realmente nos prendemos, na hora real fica pequeno. Os detalhes sao os que realmente nos ensinam e é neles que pescamos o respeito. Ser garconete tem me dado, assim como todo resto em minha vida, muito mais que a expetiencia em restaurante. Mas principalmente, me trouxe novas questaoes de vida. E como tudo isso é mais importante, mais belo, né ve?
O Netuno uma vez me falou que quando ia trabalhar no museu pedia para que cada visitante viesse com seu anjo. Assim nao seria um encontro entre homens, mas sim uma reuniao celestial. Quando estou com voce me sinto assim. Como se estivessemos entre anjos. Obrigada por me proporcianor momentos tao intensos de alma. Nunca imaginei que pudesse ser assim.
Ate amanha
Bjinhos
Fe
O título - a natureza é só uma parte da equação - está na página 95 de O filho eterno, romance muito premiado do brasileiro Cristovão Tezza. O livro é sobre isso: narrar as minúcias muitas, as perplexidades humanas, suas dúvidas, fraquezas. Pesar as partes da equação, reconhecer o dado do natural e quedar-se algo derrotado sob um fato incontornável: um filho eternamente filho, com Síndrome de Down, retardado, mongolóide, desprezível (por que não morre? tantas vezes pergunta o pai), mas filho, que não aprende e de alguma forma ensina, provoca ações e reações que Tezza tenta penetrar em profundidade, sob as regras da ficção, em um problema que lhe é presente: de fato, o escritor é pai de um filho com Síndrome de Down. Comecei sublinhando trechos e mais trechos; por fim desisti, pois teria que, praticamente, sublinhar o livro inteiro. Não é, ao contrário do que possam pensar alguns, "literatura edificante", de autoajuda. Para Tezza, o dia amanhecerá, independentemente das forças - a favor ou contra. Então ele destrói, reconstrói, destrói de novo o mundo à sua volta, mas este lhe volta intacto, destruindo e reconstruindo o autor, em um moto perpétuo entre o acaso e a estupidez, que o autor vê em si e refletida no filho. Se revolta, vão e sonhador; resulta disso uma fileira de obras e este último romance, nascido da idéia melancólica, brutal, cruel, de um mundo representado pelas idéias que o alimentam. Cada página, é, assim, um romance inteiro, recender à vida nas palavras que nos queimam. Ao final, as conciliações possíveis, e o encontro improvável, no futebol, da compreensão de um enredo comum a ele e ao filho: "Bandeira rubro-negra devidamente desfraldada na janela, guerreiros de brincadeira, vão enfim para a frente da televisão - o jogo começa mais uma vez. Nenhum dos dois tem a mínima idéia de como vai acabar, e isso é muito bom".
Pensando no quanto a natureza tem a nos ensinar e o quanto temos nos tornado ignorantes ao despercebe-la.
Foi isso que de certa forma me ensinou hermann hesse, a buscar na natureza aulas de vida. Em como ela pode ser uma fonte de inspiracao ao mesmo tempo que nos ensina com tanta poesia como a vida é bela e crua.
Como nesses programas de televisao sobre os animais e sistemas. Toda a beleza, as cores, e musica natural num ritimado silenciso, que as vezes pode ser tao alto que assusta. Nao consigo assistir um predador cacanco sua presa.
E por que? sera que na minha vida arredomada de vidro nao aprendi o essencial? Sera mesmo que nasci privilegiada, ou todo esse perigo que me é negado acaba me faltando no final? O Netuno tem razao. O ato nao está, por exemplo, em ser vegetariano. Nao estamos sendo coerentes assim. O que deveriamos era matar tudo que comemos, para assim saber que para vivermos, uma outra vida se doa. Assim nasce o respeito. E talvez ao ouvir os gritos de desespero de um animal no abatedouro, pensaremos
muitas vezes mais antes de jogar comida fora.
A teoria demasiada vem me traindo. Nunca fui academica. Tudo que realmente sei aprendi na pratica. No entanto tenho confabulado tantas ideias e quase nao as colocando em pratica. Montar uma estrategia de guerra é uma coisa, estar no campo de batalha é outra bem mais complicada. E quando estamos nele, vemos que tudo ao que realmente nos prendemos, na hora real fica pequeno. Os detalhes sao os que realmente nos ensinam e é neles que pescamos o respeito. Ser garconete tem me dado, assim como todo resto em minha vida, muito mais que a expetiencia em restaurante. Mas principalmente, me trouxe novas questaoes de vida. E como tudo isso é mais importante, mais belo, né ve?
O Netuno uma vez me falou que quando ia trabalhar no museu pedia para que cada visitante viesse com seu anjo. Assim nao seria um encontro entre homens, mas sim uma reuniao celestial. Quando estou com voce me sinto assim. Como se estivessemos entre anjos. Obrigada por me proporcianor momentos tao intensos de alma. Nunca imaginei que pudesse ser assim.
Ate amanha
Bjinhos
Fe
O título - a natureza é só uma parte da equação - está na página 95 de O filho eterno, romance muito premiado do brasileiro Cristovão Tezza. O livro é sobre isso: narrar as minúcias muitas, as perplexidades humanas, suas dúvidas, fraquezas. Pesar as partes da equação, reconhecer o dado do natural e quedar-se algo derrotado sob um fato incontornável: um filho eternamente filho, com Síndrome de Down, retardado, mongolóide, desprezível (por que não morre? tantas vezes pergunta o pai), mas filho, que não aprende e de alguma forma ensina, provoca ações e reações que Tezza tenta penetrar em profundidade, sob as regras da ficção, em um problema que lhe é presente: de fato, o escritor é pai de um filho com Síndrome de Down. Comecei sublinhando trechos e mais trechos; por fim desisti, pois teria que, praticamente, sublinhar o livro inteiro. Não é, ao contrário do que possam pensar alguns, "literatura edificante", de autoajuda. Para Tezza, o dia amanhecerá, independentemente das forças - a favor ou contra. Então ele destrói, reconstrói, destrói de novo o mundo à sua volta, mas este lhe volta intacto, destruindo e reconstruindo o autor, em um moto perpétuo entre o acaso e a estupidez, que o autor vê em si e refletida no filho. Se revolta, vão e sonhador; resulta disso uma fileira de obras e este último romance, nascido da idéia melancólica, brutal, cruel, de um mundo representado pelas idéias que o alimentam. Cada página, é, assim, um romance inteiro, recender à vida nas palavras que nos queimam. Ao final, as conciliações possíveis, e o encontro improvável, no futebol, da compreensão de um enredo comum a ele e ao filho: "Bandeira rubro-negra devidamente desfraldada na janela, guerreiros de brincadeira, vão enfim para a frente da televisão - o jogo começa mais uma vez. Nenhum dos dois tem a mínima idéia de como vai acabar, e isso é muito bom".
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