7 de jul. de 2010

Berlin ou Rio de Janeiro?

24 de jun. de 2010

Adiós, Au revoir, Auf Wiedersehen, Goodbye, Adeus!


Minha amiga querida,


chegou ao fim, né? E ficou tao longe aquela primeira noite. Voce ainda se lembra? Imagino que devia estar feliz, um pouco medrosa, com um frio bom na barriga, meio fora de órbita tentando entender o que era todo aquele turbilhao de novidades entrando na sua vida. Se tivesse passado a primeira madrugada inteira acordada tentando advinhar o que estava para vir, com toda a liberdade e infinita extensao que pode ter o pensamento, nao chegaria jamais ao que realmente foi dessa vida na europa, nao é mesmo? Euforia, solidao, fins duros, comecos malucos, pessoas esquisitas, vidas interessantes. O escuro, o frio. Descobrir como é bonito e carnavalesco o desabrochar da primavera, os primeiros raios de luz, as festas para celebrar o sol! Se tranformar tambem por dentro com o que muda do lado de fora. Se machucar, se curar e depois dar gracas a deus pelas cicatrizes guardadas pelo corpo. Os tantos lugares que seus pés marcaram, que seus olhos encostaram, as vezes descrentes por tamanha beleza e emocao. Tanta coisa arquivada no que antes era só um caderninho de experiencias. Ingles, espanhol, frances. Ingleses, espanhoies e franceses. Isso sem contar outras brincadeiras menos serias. O fim de mitos, a morte de preconceitos, o desfalecer de sonhos e o nascimento de outros, as surpresas, o nascimento de ideías, a compreensao de tanta coisa que nao fazia sentido, a descoberta daquela forca que as vezes encolhe, mas nao morre nunca. As sofridas viagens ao aeroporto nas madrugadas de segunda feira, a recarga de energia que era viajar e rever as amigas. Todas as lorinhas, geladas ou quentas, caríssimas ou de graca, os copos roubados. A neve caindo, o mediterraneo em degrade. O lencinho sempre preso no pescoco. Os quilos a mais, a batata na perna cheia de novos musculos, alguns ate que voce nem sabia que tinha. O vento na cara, a bicicleta queridinha. Andaaaaaar- ou correr, né Pixe. Haja folego e pernas pra te acompanhar. Tantas visitas bem vindas, despedidas choradas em silencio. O tartar, a paeja, a salsisha, o kebab. Os domingos tristez, as festas cheias de Blackouts. O ranco espanhol, o mau humor frances. O respirar fundo, o renascer Fenix das cinzas. As voltas despreocupadas para casa pela madrugada sem perigo. A paz da liberdade. A confusao da liberdade. A liberdade. O topless, a mulher valorisada e livre. O igual. A diferenca. A burca. A Paris decadente de hoje, a Barcelona empacotada de turistas, mais ainda toda pincelada por Gaudi. Um fim de tarde ao som do Fado, no topo de uma ladeira qualquer, cheia de preguica e azulejos sem concerto. As tulipas, as frutas vermelhas, a babilonia e suas mil e uma linguas. O Sena, o Spree, o Tamisa. Ver em tela e tinta as cores de Kandinsky e Miro. Aprender a se vestir em camadas e usar tons mais sobrios pra nao virar alegoria. A primeira regata do ano, a danca melancolica das folhas caindo e pintando o chao de vermelho. As aulas de história no seu cenário original. A descoberta, a cabeca aberta, as milhares de opcoes. A mudanca de rumo, o fazer diferente. O medo e a vitoria sobre ele. A vida e a missao cumprida. Meu Tempo, foram mesmo só tres anos? E daquela primeira noite para essa eminente última resta um arrepio intenso, um gosto explosivo de tudo que foi provado, azedo ou doce. Porque nao existe um sem o outro.


Minha pequena vulcao de mulher, voce sabe que morro de orgulho. Vou sentir sua falta. De tantos "adeus" que dei, quase me esqueci que uma hora chegaria o seu. Dividir com voce essa aventura foi um enorme prazer. Obrigada pela presenca, pelos momentos e pelas memorias. Guardarei tudo com carinho numa caixinha perfumada forrada de saudades. E agora? Bom, agora é Rio de Janeiro, né? Voce lá é mulher de sossegar? Tem no curriculum tantas cidades quanto namorados - e deus é testemunha de que nao foram poucos. Aproveite como só voce sabe fazer. Esta que lhe tenta agora nao é pouco coisa. É a Maravilhosa, uma Dona de belas curvas, corpo cheio de malandragem e bossa, lingua afiada e habitos de esculacho. Sei que vc será fiel a ela, que irá se entregar em fremito e gozo, como faz com todos os seus amores. E que seja eterno enquanto dure. Porque pra voce, Senhorita Caiubi, os amores duram todo e somente o tempo que merecem.


Te amo.

Boa sorte, amiga.


p.s. Quando estiver em Orly - nao se esqueca - estarei no país vizinho cantando seu samba. Fuja do frio, voce tem razao, e ainda para o Rio de janeiro. Nao diga que me viu chorando, diga apenas que estou levando. E quando puder - e sei que irá - me mande uma noticia boa.

10 de jun. de 2010

O Homem Mais Lindo do Mundo!!!

Fico com tesao só de ver o video!

Lovely London




Primeio porque terminei de ler Mrs. Dalloway esses dias e ainda me sinto por lá. Depois porque gosto do cabelo do Rodrigo como na época em que estivemos por ela. Por Clarice falando de suas pontes e pela minha favorita - a magrelinha que da na Tate. Porque temos ainda, eu e ela, questoes a resolver. Pela elegancia da "Queridinha". Pela vontade que da de repetir - imitando Elizabeth - nossas entradas no primeiro onibus que viesse e chegar onde quer que ele fosse dar (o que, ironicamente, acava sendo sempre Elephant & Castle). Porque o lassi daqui nao é como o de lá. Pelas suas cervejas sem espuma e suas noites interrompidas. Mas, principalmente, para oficializar que respondi o e-mail da Isa. Nem tao pontualmente como uma senhorita britanica, mas tambem nem uma brasieleira como ela se mostrou, né fia?

29 de mai. de 2010

25 de mai. de 2010

Adoooro


Novo energetico Londrino. 100% natural, 100% feminino.
Aqui é representado por uma bicha de forca vaginal talvez muito maior que a minha.

E, sei lá, me faz pensar em rita dizendo:

"Gosto mais do sabor da comida feita por cozinheiros e aceito que as mulheres não sejam boas na direção de carros…Mas que Deus é poderosa, isso ela é!"

20 de mai. de 2010

Redescobrir




Como se fora brincadeira de roda (memória)
Vai o bicho-homem fruto da semente (memória)
Renascer da própria força, própria luz e fé (memória)
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós (história)
Somos a semente, ato, mente e voz (magia)
Não tenha medo meu menino povo (memória)
Tudo principia na própria pessoa (beleza)
Vai como a criança que não teme o tempo (mistério)
Amor a se fazer é tão prazer que é como fosse dor (magia)
Como se fora brincadeira de roda (memória)
Jogo do trabalho na dança das mãos (macias)
O suor dos corpos na canção da vida (história)
O suor da vida no calor de irmãos (magia)
Como um animal que sabe da floresta (perigosa)
Redescobrir o sal que está na própria pele (macia)
Redescobrir o doce no lamber das línguas (macias)
Redescobrir o gosto e o sabor da festa (magia)
Vai o bicho homem fruto da semente (memória)
Renascer da própria força, própria luz e fé (memória)
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós (história)
Somos a semente, ato, mente e voz (magia)
Não tenha medo, meu menino bobo (memória)
Tudo principia na própria pessoa (beleza)
Vai como a criança que não teme o tempo (mistério)
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor (magia)
Como se fora brincadeira de roda (memória)
Jogo do trabalho na dança das mãos (macias)
O suor dos corpos na canção da vida (história)
O suor da vida no calor de irmãos (magia)...